Aleinn Á Ný

Jardim das Acácias

Estranho pensar sobre isso. As pessoas vão embora sem se despedir. Vão para sempre, sem receio algum, simplesmente vão. Simplesmente. Sem olhar para trás. As mesmas pessoas que te faziam juras de eternidade no dia anterior.

Alguns meses atrás você esbanjava sorrisos sem o menor pudor, andava por aí com olhos brilhantes e vendo tudo lindo ou pelo menos suportável mesmo que fosse horrível. Você tinha em quê se segurar e não tinha uma gota de vergonha em ter essa muleta que te deixava em pé não importava o quê. Mas de um dia pro outro – e aqui falo, literalmente, de um dia pro outro -, vem uma rasteira que nem os deuses poderiam prever e quando você cai, totalmente desorientado, acaba sendo bem mais dolorido do que imaginava que seria.

O que vem então é um monte de feridas antigas sendo reabertas; e elas nunca doeram tanto. Feridas…

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“I think about dying but I don’t want to die. Not even close. In fact my problem is the complete opposite. I want to live, I want to escape. I feel trapped and bored and claustrophobic. There’s so much to see and so much to do but I somehow still find myself doing nothing at all. I’m still here in this metaphorical bubble of existence and I can’t quite figure out what the hell I’m doing or how to get out of it.” — Matty Healy

Tudo o que eu sinto é aquela vontade de ir embora
Depois de tanta chuva já deu a minha hora.
Quero me recolher, sumir com o vento, sair desse tormento,
Entregar minha alma ao céu como a escrita se faz num papel.
Me entrego ao ar, como as ondas pertencem ao mar.
Chegou o momento da minha partida, com passagem só de ida.